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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MUITO TEMPO




 MUITO TEMPO

Por muito tempo eu esqueci de mim,
Deixei-me levar por um encanto,
Iludindo-me persistindo numa ilusão,
Não me deixando abater pelo quebranto.

Por muito tempo deixei de existir,
De tentar novamente e não desistir,
De deixar o destino decidir,
E tudo novamente a se repetir.

Por muito tempo deixei-me dominar,
Fazendo-se assim a me ocultar,
Assim talvez eu pudesse te provar,
Que eu o amava sem desagradar.

Por muito tempo deixei de ser,
Sendo sempre a companheira em seu viver,
Dando-te pleno poder,
Acreditando que ira me proteger.

Por muito tempo nem imaginei,
O quanto me rebaixei,
Não percebi nem indaguei,
Só me feri e me calei.

Por muito tempo já é tempo de acordar,
Já é tempo ainda é tempo de subjugar,
Que não há mais tempo de esperar,
Aquilo que nunca se pode conquistar.


É muito tempo de sonhar amar sofrer...

HEIDY

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UM CANTINHO PARA FICAR







UM CANTINHO PARA FICAR

Escondida quero refletir, pensar,
Só quero um cantinho para ficar,
Onde não tenha explicações para dar,
Nem a ouvir e nem falar.
Descansar meu pensamento,
Esquecer por um momento,
Meu sentimento por ti vedar.
Quero a companhia de mim mesmo,
Só quero um cantinho para ficar,
Distante das incertezas,
Desta falta de firmeza,
Quero me superar.
Quero me distanciar de insegurança,
Só quero um cantinho para ficar,
Longe da desconfiança,
Do repudio de seu olhar.
Não quero viver de suas fantasias,
Onde eu não posso entrar,
Seus delírios são ventanias,
Só a nos distanciar.
Só quero um cantinho para ficar,
Esconder meu sentimento,
Um cantinho para chorar.

HEIDY

CORRENDO CONTRA O TEMPO










 CORRENDO CONTRA O TEMPO

Todos às pressas,
Correndo contra o tempo,
Tempestades sem abrigos,
Chuva de granizo,
A natureza se revela.
As encostas não suportam,
As águas que tudo transportam,
As tristezas que se espalham,
O desespero que assustam.
Correndo contra o tempo,
O céu sem firmamento,
Raios expandidos,
Insistentes e temidos,
A atingir fatalmente qualquer individuo.
E na existência percorrida,
A insistência pela vida,
Correndo contra o tempo,
Nessa grande corrida,
Nesse caos sem medida,
Assim nossa mente é atingida,
Sem saber a hora da partida.
Nem por onde nem porque,
A quietação é engolida.

HEIDY

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NOSTALGIA




 NOSTALGIA

Em seu castelo vagueia com seu vestido branco,
De pés descalços percorre todos os cômodos,
Arrastando a calda para varrer o seu pranto,
Na solidão só vê os fantasmas em seu quebranto.
Um castelo de sonhos perdidos no tempo,
A janela que bate abre e fecha com o vento,
Não traz a brisa do firmamento,
As portas se fecham para seu isolamento,
Só ela e seu sofrimento,
Não há quem escute seu lamento,
Perdida em sua fantasia,
Dança na pureza da ventania,
E adormece no raiar do dia.
Assim o sol aquece sua alma,
Do medo da noite fria,
Da noite calada sombria.
Revigorando sua energia,
Para mais uma noite de nostalgia.

HEIDY

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SACUDINDO A VIDA








SACUDINDO A VIDA

A estrada parece tão curta para quem tem cede de viver,
Os dias são tão corridos e há tanto por fazer,
Nem sobra tempo o tempo é agora tenho que correr,
Em busca dos sonhos dos planos a se valer,
Dos objetivos traçados sem desespero sem temer.

Nem o cansaço nem a preguiça irão me abater,
O abraço apertado o beijo roubado é que vou obter,
Nada igual como ontem o passado não irei reaver,
Nem a paranóia dos insanos irão me deter,
Pois não vou deixar um rótulo me entristecer.

Já me sinto mais forte para reconhecer,
Das armadilhas do amor posso me desprender,
Sou livre para poder escolher,
A quem me mereça a me satisfazer,
E sei que muito ainda vou surpreender.

A qualquer obstáculo posso vencer,
Porque só de ternura vou enlouquecer,
Bagunçar minha vida estremecer,
Sacudir o coração que adormecer,
Com todo meu fiel comprazer.

HEIDY

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MEUS OLHOS





 MEUS OLHOS

 Os olhos cheios de esperança,
 Ainda brilham refletindo confiança,
 Ainda brotam lágrimas de solidão,
 Pois ainda existe a expressão.
 Os olhos ainda são os mesmos ,
 Que revelaram os meus segredos,
 Que demonstraram os meus medos.
 São esses olhos cor de mel,
 Que brilha como a estrela no céu,
 Sempre que se aproxima,
 Nunca escondendo a estima,
 Quando seu olhos fitam os meus.
 São eles que me entregam,
 Com a transparência revelam,
 A minha verdadeira sina.
 E nada então posso esconder,
 Pois está em meu olhar,
 Tudo o que procura e quer saber,
 A que quer enxergar e  perceber,
 Em meus olhos lá  pode ver,
 A profundeza do meu ser,
 A resposta de suas dúvidas o seu prover.
 Em meus olhos o seu prazer.

 HEIDY

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O PESO DO AMOR





 O PESO DO AMOR

O peso que carrego sob o ombro,
Que enverga o corpo como um galho pesado,
Carregado cheio de dúvidas desse enfado,
Amor transformado e amuado.
As lágrimas que regam os meus pés,
Transformam a terra em lama,
Colado o meu corpo reclama,
Por quietação meu coração clama.
E esse peso tão maçante,
Cansada a alma se sente,
De sentir a todo instante,
Que é  dedicar-se inutilmente.
Ah, eu sei que vive na esperança,
Que ainda brote em sua lembrança,
Algo que te de confiança,
Erguendo-me do chão com segurança.
Pois não consigo caminhar,
Meu corpo está a deslizar,
Sem forças para encontrar,
A sua mão estendida para me levantar.
Quem finge a quem?
A que sentimento que se tem,
Quando um é refém,
E outro com age com desdém.


Se pisas na lama sujando os pés,
É porque nunca reparas onde pisas,
Para não sujar mais os sentimentos,
Que fiquem os olhares mais atentos,
Das minhas lágrimas e meus lamentos,
E de meus reais sofrimentos.

HEIDY

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ALMA PROTEGIDA





 ALMA PROTEGIDA

Nessa minha sensibilidade,
Não é que acostumei com a realidade,
Só tirei proveito da promiscuidade,
Aprendi a viver com flexibilidade.
Sempre confiando com solidariedade,
Sofrendo e atingida pela falsidade,
Nunca me senti na superioridade,
O que sempre valeu foi minha dignidade.
Percorri por varias cidades,
Adquiri centenas de amizades,
Sou um ser na totalidade,
Alegre brincalhona com jovialidade.
Por isso convivo com a sociedade,
Que aprecia minha lealdade,
E sou amada em minha familiaridade.
E mesmo com tanta maldade,
Não há como atrair a mediocridade,
Quando se vive com verdade,
Da alma ferida se pede piedade.

A alma ferida procura atingir,
E toda sua força quer extrair,
Mas a minha alma ainda a evoluir,
Está cada vez mais protegida a reluzir.

HEIDY


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

VIVENDO NA INSEGURANÇA






 VIVENDO NA  INSEGURANÇA

Persegue um coração que já é teu,
Duvidas que sempre te pertenceu,
Suplicas aquilo que sempre existiu,
Insistência na autoconfiança que não se baniu.
É assim que sofre um coração apertado,
Que aguarda sempre o inesperado,
Inseguro desalentado precipitado.
As palavras não podem alcançar,
Ao que os ouvidos não querem assimilar,
Só absorvem o seu decifrar.
O que mais que fosso fazer,
O quanto mais tenho que provar,
Não tenho mais o que dizer,
Nem tem como ilustrar.
Inúmeras paginas do livro de nossas vidas,
Todas as palavras já foram ditas,
Recapitulando as escritas,
Tantas vezes foram prescritas.
Insisto em dizer que sou tua companheira,
Mulher amiga amante para a vida inteira,
Só não sei como curar sua cegueira,
Ainda não descobri de qual maneira.
Se sofre um coração inseguro,
O meu fica em apuro,
Vagam os dois pelo escuro,
Procurando um pouso seguro.

Como viajam os pensamentos,
Pouco se absorve dos momentos,
A quem vive de pressentimentos,
Alheio aos reais acontecimentos.

HEIDY

domingo, 6 de fevereiro de 2011

SELO ESPECIAL !!!!http://cantinhodanicolinha.blogspot.com/


SELO ESPECIAL PARA MARION http://flordeluzdamary.blogspot.com/

7º CHAKRA

ENTEDIADA





 ENTEDIADA

Entediada eu estou entediada,
Procuro uma coisa que não encontro,
Não sei onde está guardada,
Procuro na cegueira da madrugada,
Apalpando o vento minhas mãos não encontram nada.
Entediada eu estou entediada,
Saio pelas ruas às pessoas parecem alteradas,
Não sorriem tem cara de malvadas,
Vestem-se carrancas,
Repugnas criaturas entojadas,
Mesmo assim eu procuro,
Sou teimosa destemida arrojada,
Persistente na procura em disparada.
Entediada eu sou mesmo entediada,
Adoro um olhar de viradas,
De sorrisos e palhaçadas,
De ser assim sem regras planejadas,
Sem rotinas obrigatoriamente disciplinadas,
Entediada eu estou entediada,
Com as conquistas da juventude tomada,
Do planeta natureza mal tratada,
Da beleza do ser humano rotulada,
Entediada eu estou entediada,
Não sei o que procuro nesta estrada,
As raízes crescem envergadas,
Brotam-se para dentro e fora desorientadas,
Caminhos pessoas alucinadas,
Janelas para o futuro da vida com vidraças trincadas.

HEIDY

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SER_MULHER



SER_MULHER

Assim  olhando no espelho ainda posso ver,
Que tenho curvas em meu corpo a perceber,
Mesmo que o tempo passe esse é meu ser,
Entre ganhos e perdas ainda posso surpreender.

O tempo não levou minha vaidade,
Nem tão pouco minha feminilidade,
O perfume ainda percorre meu corpo,
Suavemente com toda docilidade.

Vejo que ainda tenho o minha essência ,
Em meu olhar em minha aparência,
Uma mulher em evidencia,
Sensual e com decência.

Despida de futilidades,
Visto-me de alacridades,
Sou eu minha verdade,
Posso admirar minhas qualidades.

E assim sem  esconder a minha timidez,
Posso me enxergar com a total nitidez,
E nesta minha particular nudez,
Exponho a mim mesma a minha polidez.

E o espelho assim reflete a minha aprovação,
Não é convencimento e sim aceitação,
Que posso gostar do que sou sem presunção,
A harmonia do corpo alma e coração.

Sentir-se uma verdadeira mulher,
É nunca comparar-se a outras,
Os mistérios e os seus diferentes deleites,
Não são como enfeites,
Só ficam em baixo das roupas.

HEIDY