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quarta-feira, 30 de junho de 2010



A ÓRFÃ  

Fingiste que não via as lágrimas,
Por isso nunca as enxugou,
Recuou-se ao abraço,
E a ele ignorou.
Não sentiu o calor do seu beijo,
Pois em seu rosto nunca a beijou.
O toque das suas mãos,
Nunca sentiu,
Pois nuca o acariciou.
Nem de mãos dadas,
Nem se quer caminhou.
Nas frases e palavras,
Não a confortou.
E cresce a criança perdida,
Moça,mulher desprovida,
De afeto pela vida.
Semeia esperança infundada,
Luta para que seja querida,
Mas já foi predestinada,
A curar sua própria ferida.
Mas seu coração aprendeu a amar,
Sem ao menos julgar,
Não se pode obrigar,
A vir a admirar.
A árvore seca que nasceu em seu pomar,
Mas que deu frutos saudáveis,
Que não soube apreciar,
Que ama que vibra,
E aos poucos aprenderá,
Que nunca se aproximará.
HEIDY

terça-feira, 29 de junho de 2010

BURACO DA FECHADURA


BURACO DA FECHADURA

Se me olha não me vez por inteira,
Vê-me pelo buraco da fechadura,
Da porta antiga,na velha madeira,
Com um olho tapado,meia cegueira,
O outro olho esconde a minha face verdadeira.
Sou o vulto que passa na claridade nublada,
Quando seu olho pisca,outra sena foi passada,
Não acompanha não se fixa em nada.
E a porta não se abre,perdeu a chave,
Sem mais abertura dos meus mistérios,
Causando assim o seu entrave,
Sua fixação não é mais suave.
Nem posso ver a lágrima correr,
Porque não vejo o olho cheio de lágrima,
Só vejo a fechadura tapada,
Como se do outro lado não tivesse nada,
Nem brisa nem lufada.
Mas seu olho vê,que flutuo do outro lado,
Suave como uma fada.
Nesse espaço tão livre tão sereno,
Meu direito pleno,
Longe do seu mundo pequeno.
Seu olho espantado,
Assim arregalado,
Só será alimentado,
Pelo buraco da fechadura,
Do outro lado.
HEIDY

sábado, 26 de junho de 2010





NÃO ME AME


Meu coração não pode brincar de faz de conta,
Não pode mais viver de fantasias,
Tem que ser real a nostalgia,
Sua imagem não pode ser uma euforia.
De nada vale a imaginação,
Se não existe a emoção,
Do toque das mãos,
No desejo da inocente demasia.
Nossas alucinações,
Os delírios do êxtase,
Ficaram no amanha talvez,
No sonho uma insensatez.
Não se pode mudar o destino,
Se já sabemos o nosso trajeto,
Mesmo estando inquieto,
Nunca será cristalino.
Afoga a esperança do amor,
Pois não existirá libertador,
Do fogo que urgiu inopino,
Que é verdadeiro vapor.
HEIDY

sexta-feira, 25 de junho de 2010

BLOG DE OURO PEGUE SEU SELINHO!!!



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domingo, 20 de junho de 2010




Dói !!!

Dói no coração que ama,
A repulsa do desprezo,
Da inveja infundada,
Do afeto rejeitado,
Da mente perturbada.

Dói saber que incomodo,
Se nem é intenção,
Ferir-te com meu apego,
Se vives na ficção.

Dói saber que no seu mundo,
Te afeto por ser feliz,
Que minha alegria o incomoda,
E que não vês,
Que sou apenas um aprendiz.

Dói saber que tenhas a vontade de corrigir,
E achar que és a perfeição,
Que tenhas que ao outro deprimir,
Para a sua satisfação.

Dói saber que aos inconformados,
Fracos de sensibilidade,
Só lhes resta superioridade,
Sem humildade,
Perdendo sua identidade.

Dói saber que estás entre nós,
Feito um albatroz,
Que se acha tão veloz,
E todos são pequenos,
Que é o melhor e tão somente audaz.


HEIDY 



VERDADEIROS AMORES

Dos amores que tenho na vida,
São os que me acompanham,
Participam dos sentimentos,
Não desconfiam,
Não me abandonam.
Os verdadeiros amores,
São como flores,
Me trazem alegrias,
Estou rodeada de pérolas,
Que acreditam,
Que confiam.
Poucos são os oponentes,
Maus amados,insolentes.
Os verdadeiros amores,
Estão sempre presentes,
Claros e evidentes.
A força do amor é maior,
E os falsos amores decadentes,
logo viram fumaça,
De pequenos gravetos queimados,
Que não mais ameaça.
O vendo sopra as cinzas,
Tornam-se indiferentes.
Elementos rebuçados.
Verdadeiros amores,
Minha tamanha evidencia,
Que me dá verdadeira veemência,
Sentimento de tranquila consciência,
Amores com consistência.
E ao sentimento inconstante,
Onde não há um coração palpitante,
Que evapore minhas esperanças,
Os verdadeiros amores,
Sejam a minha segurança,
Inibindo as palavras mal ditas,
Sufocando as tristezas prescritas,
Em um alivio real e súbitas. 

HEIDY

sábado, 12 de junho de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

VOCÊ SABE COMO SABE


Você sabe e como sabe,
Que estarei sempre aqui,
Que não tenho para onde fugir,
Que não tenho outro abrigo,
Que não seja contigo.


Você sabe e como sabe,
Que meu corpo é todo seu,
Que meu amor só escondeu,
Por tanto que já sofreu,
Rumo ao apogeu.


Você sabe como sabe,
Que sou assim flexível,
Como o caule da flor,
Que balança com o vento sensível,
Demonstrando seu rubor.


Você sabe como sabe,
Dos deslizes que cometo,
Quando as nossas almas se encontram,
Nas nuvens se aventuram,
Em um labirinto perfeito.
Se unem se amam .


Você sabe como sabe,
Que sou sua redenção,
A sua aparição,
Para sua ventura,
Toda a vibração,
Para sua loucura.


Você sabe como sabe,
Que a qualquer momento,
O silencio não mais suportará,
Que a brisa do meu cheiro te embriagará,
E sem mais adiamento,
O ensejo o desapertará .


Você sabe como sabe,
Que sem mim não pode ficar...
HEIDY

terça-feira, 1 de junho de 2010









*DELÍRIOS DO PENSAMENTO*


Faço de conta que é tudo verdade,

O que sentes por mim é realidade,

Que sou toda a sua saciedade,

E que sentes sempre por mim saudades.

Que gosta de meus beijos,

Que realizo todos seus desejos,

Delira-se com meus molejos,

Que sentes o meu coração aos latejos.

E quando seus olhos me despem,

O que você vê não é miragem,

É uma formosura como paisagem,

Uma obra de arte perfeita imagem.

Sua Deusa que surgiu dos seus sonhos,

Que alegrou os seus dias tristonhos,

Que fez de ti o mais feliz ser,

E não consegue se conter,

Nem respirar nem sobreviver,

Com orgulho esbanjado em me ter.

Faço de conta que é verdade,

Que na minha ausência é fidelidade,

Que sou sua única realidade,

Sou a sua felicidade,

Sou eu sua sobriedade.


HEIDY