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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

LOGRO DO AMOR



LOGRO DO AMOR

Penumbra  para sempre esse amor,
De seu devaneio foi inventor,
Vestiu seu manto sem detença,
Partiu assim sem se impor.

Encapuzado escondendo as lágrimas,
Resguardou o coração ferido,
Disfarçando suas lástimas,
Assim foi então rendido.

Expulso, parte nesse momento,
Neste indesejável contratempo,
Do destino surpreendido,
Anda agora sem rumo, perdido.

Mais nada faz sentido.
De logro foi ofendido,
Um amor sem comunhão,
Parte o coração compungido,
Sem mais vibração.

HEIDY

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MEU RETRATO


MEU RETRATO

Porque guardas em meio aos seus documentos meu retrato,
Esquecido entre papeis desbotados,o meu carinho por você,
Estou ai eu com você, apenas no teu recato,
E mesmo assim ainda consegue me esquecer.
Está tão nítido que o retrato está esmaecendo,
Assim como o amor no esquecimento,
Perdendo a cor e o brilho esmorecendo,
Minha imagem dissolvendo.
As gotas de lágrimas estão sobre ela caindo,
E você nem está notando,
Minha imagem um borrão se diluindo,
Meu sorriso aos poucos apagando.
Porque guarda em meio aos seus documentos meu retrato,
E se um dia já foi ressalto,
Porque agora nem se lembra de olhar para mim,
Não sinto nenhum tato,nem na foto,
Fiquei esquecida terminante assim.

HEIDY

sábado, 27 de agosto de 2011

AS PALAVRAS VIVEM MAIS DO QUE EU...




AS PALAVRAS VIVEM MAIS DO QUE EU

As palavras da minha da minha imaginação,
 Vivem mais do que eu,
Minha mente de pouco se esqueceu,
 Apenas como uma recordação,
Tenho mais guardadas do que ditas,
Algumas escritas, outras não digo, não.

As palavras da minha mente,
São aquelas que você não sente,
Não são de sua apreciação,
Assim age o raciocínio coerente,
Que não tem a má intenção.

Vivem mais do que eu,
As palavras da minha imaginação,
Só vivem de atenção e audição,
Se reúnem se agrupam com atenção,
São abrigadas em uma grande redação.
Vivem mais do que eu,
Guiadas pelo meu coração.

HEIDY


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SOBREMESA



  SOBREMESA

Sei que a vida é uma surpresa,
Mas bem que poderia vir como sobremesa,
Um prato cheio sobre a mesa,
Com cheiro de frutas, doce com leveza,
Como uma saborosa framboesa,
Uma deliciosa torta holandesa.
Só quero a sobremesa,
O que há de mais saboroso,
Saboreando a pureza,
O aroma mais cheiroso,
O doce mais gostoso,
Com todo bom humor e sutileza.
Digerir assim com certeza,
Tirar-me-á da tristeza,
Só quero a sobremesa.
HEIDY

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VOCÊ ME PERDEU








VOCÊ  ME PERDEU

Em algum lugar você me perdeu,
Você nem sabe onde nem mesmo eu,
Em algum lugar no passado,
Você se esqueceu.
Esqueceu-se de brilhar nossos dias,
Ficamos  sem sintonias,
E não mais nos encontramos,
Caímos na escuridão não nos achamos.
Perecem olhos vendados,
Os meus os seus privados.
Em algum lugar você me perdeu,
E de você mesmo me desprendeu,
Deixou-me escapar de mansinho,
E nem percebeu.
Não há mais a procura,
Não estou neste caminho teu,
Partimos em lados opostos,
Não posso ser tua e nem você meu.
HEIDY

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SEGREDOS








SEGREDOS

Não existe inocência imaculada,
Nesta vida desvairada,
Você não conta para mim,
Também não te conto nada.
O segredo esconde-se na mente,
De sua vida passada,
Mesmo que penitente,
A ação será guardada.
Você agiu com a emoção,
Ou foi  apenas um repente,
De acordo com sua avaliação,
Tornou-se potente,em sua contestação.
Somos todos julgados condenados,
Injustos inconformados,
Exclusos abandonados,
Analisados ou  mimados,
Todos desconfiados.
Cada um com seu segredo,
Coisa seria ou por medo,
Será sempre um arremedo,
Quem somos quem seremos,
O que querem o que queremos,
O que temos e o que teremos,
Todos com seus segredos.

HEIDY

terça-feira, 16 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS


Feliz esse papai que recebe tanto carinho,
Feliz esse papai que nunca está sozinho.
E nesse dia especial,celebramos com saudades,
O do meu pai e de seu pai ,
Que recém perdemos.
Saudades eternas... 
HEIDY








sábado, 13 de agosto de 2011

MARIONETE TRANSFORMADA


MARIONETE  TRANSFORMADA

Assim como uma apunhalada em meu dorso,
Meu corpo reage torço e me esforço,
Para que não fique espalhado no chão,
Os cacos quebrados de meu coração.

Ergo-me lentamente procurando equilíbrio,
Achando forças que perdi nesse ludibrio,
Como um recém-nascido a engatinhar,
Reaprendendo a andar.

A marionete está a se transformar,
Os cordéis a se arrebentar,
Presenteada então de vida,
Uma  mulher foi nascida.

Personagem transfigurada,
A marionete abobada,
Nem se engana nem é burlada,
Criatura humana desencantada.

 HEIDY

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PURPURINAS DO SONO


PURPURINAS DO SONO



Purpurinas que brilham nas escuridões,
Que flutuam sem permissões,
Sevando o sono trazendo ilusões,
Pequenos feixes de luzes nas refrações.
Pontinhos de imperfeições,
Luminosas cósmicas sensações,
Raciocínio sem intuições.
E os olhos sem intenções,
Perdem a impotência as reações,
Purpurinas apagam-se lentamente,
Brilhando os sonhos e as missões,
Onde o espírito não mais presente,
Estará em outras dimensões.


HEIDY