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terça-feira, 10 de maio de 2011

NÃO MUDO E NEM TRANSFORMO AS PAISAGENS



 NÃO MUDO E NEM TRANSFORMO AS PAISAGENS

Eu não quero pisar  em brasa,
Sei que as cicatrizes ficariam expostas,
E meus pés não me levariam a estrada preciosa,
Não quero mais procurar  respostas,
Meus passos estão mais lentos andadura silenciosa .

Não tenho pressa para solucionar as dúvidas,
Não tenho a pressa para antecipar as nuvens ,
Que se desmancham evitando a tempestade ,
Não mudo e nem transformo as paisagens.

Minha alma não se  alimenta de excessos,
Ela percebe os verdadeiros  carinhos ,palavras ,gestos,
Aceitando mesmo assim sentimentos desconexos,
Declaro-me livre e cautelosa  aos manifestos.

Abraçando a vida no proeminente  período matutino,
Até a  escuridão da noite concernente  ,
Mesmo dúbio o meu destino,
Minha vida não será nunca um tratado inconsciente ,
Será tudo sempre tão transitivo passageiro ,
Carismático sensitivo  verdadeiro.
HEIDY

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DIA DAS MÃES



 DIA DAS MÃES

Ser mãe é ter  mãos que afagam e não cobram,
Ser mãe é ter  mãos que se estendem e atendem,
Ser mãe é ter mãos que acariciam e não dominam,
Ser mãe é ter  mãos que não julgam compreendem.
E nesses gestos singelos ,com carinhos sinceros,
Ser mãe é ter afagos eternos.
As mãos que enxugam as lágrimas,
Que curam as feridas ,que fazem cócegas,
As mãos que conduzem,e a calma induzem,
Mães que não apenas geram,
Mesmo que ao mundo não puseram,
Acolhem ao peito  sem preconceito,
Assim no mundo sempre surgiram,
As mães sinônimo de energia sublime,
A força a garra que não se oprime,
Mães eternas , a mais bela espécime.
 HEIDY

MINHA SOGRA E EU 2011 DIA DA MÃES

sexta-feira, 29 de abril de 2011

AONDE VAIS?




    AONDE VAIS?

Aonde vais? Não vá embora,
Espera por mim agora,
Ainda não chegou a aurora,
Não quero mais a outrora,
Que me leva você para o mundo a fora,
Sem saber se voltará sem demora.

Aonde vais? Não deixe aqui o vazio,
Que me deixa com tanto frio,
Que me causa esse arrepio,
Não é de seu feitio,
Deixar-me de repente neste fastio.

Aonde vais? Não saia sem ruído,
Como um amor bandido,
Deixando meu ser rasquido,
Amor em perigo ,em desabrigo,
Pela solidão tão entanguido.

Aonde vais?Mas que nem sempre retorna,
E aos meus sentimentos suborna,
Onde só você que o transforma,
Quando estás me acalma,
Quando se vai perco a alma.

Aonde vais novamente?
Porque foges assim de repente,
E só volta somente,
Quando teu desejo se faz urgente.

HEIDY

quarta-feira, 27 de abril de 2011

TEMPESTADES DA VIDA









TEMPESTADES DA VIDA


Uma grande tempestade sobre-voa,
Relâmpagos clareiam meus sonhos,
Ventos espalham os pingos,
Para brotar os desejos mais lindos.
Molhando as sementes verdes,
Em caminhos que não se perdes.
Broto fecundo moroso,
Quero seu caule ramoso,
Seu tronco firme poderoso,
Fortalecido e virtuoso.
E assim que a tempestade passar,
A felicidade vai rodear,
Lindas flores irão desabrochar,
No caminho para minha vida trafegar.
Plantei sementes de amor,
Com audácia de um lavrador,
Não desisti da humildade,
Nem exigi a igualdade.
Tempestade me traga só a normalidade,
Daquilo que é só necessidade,
Com toda efetividade,
Sem outra eventual tempestade.
Que seja a ultima,
Mas que talvez na sua eventualidade,
Foi necessária para minha heroicidade.

HEIDY

quinta-feira, 21 de abril de 2011

RENASCER



 RENASCER
Renascerei do perfume das flores,
Com o carinho dos meus amores,
E nesses anseios de mudanças constantes,
Acolherei  verdadeiros sentimentos prestantes.
A minha iluminação intima, refletirá em meus olhos,
E em meus desafios mais expressivos,
Lentamente me libertarei dos meus hábitos viciosos,
Por caminhos tortuosos.
Preservarei  a minha jovialidade,
Já que é ela quem revela a alegria,
Que atrai minha companhia,
É o comportamento e o preço da felicidade.
Viverei  sempre com o necessário ,
A paciência me auxiliará a tudo a vencer,
E o que a mim foi reservado,
Terei sempre aquém  repartir,
Então renascerei enquanto eu existir,
Sem mais nada a diferir.

HEIDY

quarta-feira, 13 de abril de 2011

ENCRUZILHADA





ENCRUZILHADA

Seguindo a estrada,
Encontraremos sempre uma encruzilhada,
Tempo a refletir encontrando a pousada,
Prosseguir com os passos mais firmes,
Nessa virtuosa longa jornada,
É nossa tarefa ,deixar nossa marca em nossa pegada.
Nem de arrependimentos nem remorsos,
Nem de julgamentos desnecessários,
Assim prosseguiremos ,com nossos esforços,
Juntando novamente os nossos destroços.
Pungente coração ainda bate,
Ainda a percorrer em disparate,
A quem a ele acredite,
A quem a ele não descarte.
Não existirá a hora da certeza,
Nem o sonhar do caminho da nobreza,
Se não sentirmos a paz com firmeza,
Continuaremos na encruzilhada,
Nessa incessante incerteza.

A quem julgue até seus pensamentos,
Que transforma palavras em acontecimentos,
Hoje estão aqui amanhã são como ventos,
Mudam como as estações,
As vezes são brisas e outras tormentos.
HEIDY

domingo, 10 de abril de 2011

ESTOU APAIXONADA








ESTOU APAIXONADA
Apaixonei-me por você meu amor,
Pela sua graça pela sua cor,
Você parecia estar triste,
Mas desabrochou.
Com meu afeto se animou,
Com meu carinho se despertou,
Novamente floresceu,
E a quem tanto te amou,
E sempre às cultivou .
Deixou-a me,como herança  ,
A flor.
A eterna lembrança,
Desde quando criança,
A eterna aliança,
Foi o que me restou.
O cultivo das plantas,
Você me ensinou.
E em cada florescer,
Lembrar-me-ei de você,
Cultivando as flores,
Que me trazem alegria,
Embora nostalgia,
Mas que tem a sua energia,
Para meu viver,o meu primor...
HEIDY



sábado, 19 de março de 2011

A DOR



 A DOR
A dor realmente sentida,
Não é a dor que os outros sentem,
A dor não pode ser dividida,
E ser transportada para alguém.
A dor é exclusiva,
Que nem medida tem,
Ninguém sentirá a sua dor,
Pois vai muito mais alem,
Não se entra no coração,
Não tem preço e nem vintém,
Não há quem pague o preço que retém,
A dor da perda que não convém.
Só quem sofre se mantém,
No silencio da dor,
Neste impetuoso desdém.
HEIDY

quarta-feira, 9 de março de 2011

O ULTIMO BEIJO





 O ULTIMO BEIJO

É muito desconfortante a sua ausência,
E fica a saudade eterna e a carência,
Lembranças da nossa convivência,
A honestidade que nos ensinou em sua existência,
Dignidade bondade a sua referencia.

A admiração pelas plantas e animais,
Os peixes os objetos ornamentais,
Paisagens e fotos coleções,
Não te esqueceremos jamais.

Agora de lembranças,
Devemos caminhar,
E o que nos resta de herança,
A moralidade a ética,
Para nós nos fomentar.

E sem saber da despedida,
O ultimo beijo a recordar,
O abraço forte a confortar,
O sorriso largo a comprovar,
Que partiu feliz,
Sem tristeza no olhar.

HEIDY

sexta-feira, 4 de março de 2011

*LUTO*

MEU PAI !!!




04//03/1939     -    04/03/2011


NÃO POSSO TE DESEJAR PARABÉNS HOJE.
MAS POSSO TE DAR OS PARABÉNS POR TANTAS VIRTUDES QUE NOS DEIXOU EM NOSSA MEMÓRIA E EM NOSSO CORAÇÃO.
SEM MAIS PALAVRAS.
ASSIM PEÇO PERDÃO...






HEIDY

quinta-feira, 3 de março de 2011

O CAVALGAR DO CORAÇÃO




 O CAVALGAR DO CORAÇÃO

Assim o amor foi derrotado,
Sentou-se em um cavalo alado,
Partiu sem esperança de retorno,
Para bem longe do ser amado.

Voa em busca de um repouso,
Sem destino livre virtuoso,
Distante longe dos desatinos,
Não mais encarcerado tortuoso.

Suas asas batem suavemente,
Assim como o pulsar do coração,
Plácido benevolente,
No infinito proeminente.

Encontrará o seu espaço,
Na extensão de seu compasso,
Não te alcança mais o laço,
Precavido ao embaraço.

Nem a brisa nem o vento,
Trará-lhe de volta ao tempo,
A névoa esconderá seu desalento,
Sem recaída e descontentamento.

Cavalga o coração esvaziado,
Sem ressentimentos e sem passado,
No lombo de um cavalo alado,
Em seu galope livre aliviado.

HEIDY

quarta-feira, 2 de março de 2011

BRAMIDO DO AMOR




 BRAMIDO DO AMOR

Não quero saber de quem é a culpa,
Já cansei de tantas desculpas,
Agora o que cada um fez pelo outro,
Nada importa não haverá mais reconforto.

As palavras não são mais doces,
As defesas tornaram-se precoces,
Os gestos de carinho derreteram-se,
Os lábios não mais desejam-se.

O domínio enfraqueceu a ternura,
Aprisionou o sentimento mais puro,
O amor lhe dado com fartura,
Desmanchou-se pela tortura.

O amor de menina desabrochado,
O amor de mulher aperfeiçoado,
Tornou-se desventurado,
Acomodou-se sem ser encorajado,
Não foi alimentado.

Assim abandonado,
O coração foi congelado,
Sofreu com o seu calado,
Por morbidez foi tomado,
Sentimento transformado,
Por você bramido esfriado.

HEIDY

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MUITO TEMPO




 MUITO TEMPO

Por muito tempo eu esqueci de mim,
Deixei-me levar por um encanto,
Iludindo-me persistindo numa ilusão,
Não me deixando abater pelo quebranto.

Por muito tempo deixei de existir,
De tentar novamente e não desistir,
De deixar o destino decidir,
E tudo novamente a se repetir.

Por muito tempo deixei-me dominar,
Fazendo-se assim a me ocultar,
Assim talvez eu pudesse te provar,
Que eu o amava sem desagradar.

Por muito tempo deixei de ser,
Sendo sempre a companheira em seu viver,
Dando-te pleno poder,
Acreditando que ira me proteger.

Por muito tempo nem imaginei,
O quanto me rebaixei,
Não percebi nem indaguei,
Só me feri e me calei.

Por muito tempo já é tempo de acordar,
Já é tempo ainda é tempo de subjugar,
Que não há mais tempo de esperar,
Aquilo que nunca se pode conquistar.


É muito tempo de sonhar amar sofrer...

HEIDY

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UM CANTINHO PARA FICAR







UM CANTINHO PARA FICAR

Escondida quero refletir, pensar,
Só quero um cantinho para ficar,
Onde não tenha explicações para dar,
Nem a ouvir e nem falar.
Descansar meu pensamento,
Esquecer por um momento,
Meu sentimento por ti vedar.
Quero a companhia de mim mesmo,
Só quero um cantinho para ficar,
Distante das incertezas,
Desta falta de firmeza,
Quero me superar.
Quero me distanciar de insegurança,
Só quero um cantinho para ficar,
Longe da desconfiança,
Do repudio de seu olhar.
Não quero viver de suas fantasias,
Onde eu não posso entrar,
Seus delírios são ventanias,
Só a nos distanciar.
Só quero um cantinho para ficar,
Esconder meu sentimento,
Um cantinho para chorar.

HEIDY

CORRENDO CONTRA O TEMPO










 CORRENDO CONTRA O TEMPO

Todos às pressas,
Correndo contra o tempo,
Tempestades sem abrigos,
Chuva de granizo,
A natureza se revela.
As encostas não suportam,
As águas que tudo transportam,
As tristezas que se espalham,
O desespero que assustam.
Correndo contra o tempo,
O céu sem firmamento,
Raios expandidos,
Insistentes e temidos,
A atingir fatalmente qualquer individuo.
E na existência percorrida,
A insistência pela vida,
Correndo contra o tempo,
Nessa grande corrida,
Nesse caos sem medida,
Assim nossa mente é atingida,
Sem saber a hora da partida.
Nem por onde nem porque,
A quietação é engolida.

HEIDY

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NOSTALGIA




 NOSTALGIA

Em seu castelo vagueia com seu vestido branco,
De pés descalços percorre todos os cômodos,
Arrastando a calda para varrer o seu pranto,
Na solidão só vê os fantasmas em seu quebranto.
Um castelo de sonhos perdidos no tempo,
A janela que bate abre e fecha com o vento,
Não traz a brisa do firmamento,
As portas se fecham para seu isolamento,
Só ela e seu sofrimento,
Não há quem escute seu lamento,
Perdida em sua fantasia,
Dança na pureza da ventania,
E adormece no raiar do dia.
Assim o sol aquece sua alma,
Do medo da noite fria,
Da noite calada sombria.
Revigorando sua energia,
Para mais uma noite de nostalgia.

HEIDY

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SACUDINDO A VIDA








SACUDINDO A VIDA

A estrada parece tão curta para quem tem cede de viver,
Os dias são tão corridos e há tanto por fazer,
Nem sobra tempo o tempo é agora tenho que correr,
Em busca dos sonhos dos planos a se valer,
Dos objetivos traçados sem desespero sem temer.

Nem o cansaço nem a preguiça irão me abater,
O abraço apertado o beijo roubado é que vou obter,
Nada igual como ontem o passado não irei reaver,
Nem a paranóia dos insanos irão me deter,
Pois não vou deixar um rótulo me entristecer.

Já me sinto mais forte para reconhecer,
Das armadilhas do amor posso me desprender,
Sou livre para poder escolher,
A quem me mereça a me satisfazer,
E sei que muito ainda vou surpreender.

A qualquer obstáculo posso vencer,
Porque só de ternura vou enlouquecer,
Bagunçar minha vida estremecer,
Sacudir o coração que adormecer,
Com todo meu fiel comprazer.

HEIDY

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MEUS OLHOS





 MEUS OLHOS

 Os olhos cheios de esperança,
 Ainda brilham refletindo confiança,
 Ainda brotam lágrimas de solidão,
 Pois ainda existe a expressão.
 Os olhos ainda são os mesmos ,
 Que revelaram os meus segredos,
 Que demonstraram os meus medos.
 São esses olhos cor de mel,
 Que brilha como a estrela no céu,
 Sempre que se aproxima,
 Nunca escondendo a estima,
 Quando seu olhos fitam os meus.
 São eles que me entregam,
 Com a transparência revelam,
 A minha verdadeira sina.
 E nada então posso esconder,
 Pois está em meu olhar,
 Tudo o que procura e quer saber,
 A que quer enxergar e  perceber,
 Em meus olhos lá  pode ver,
 A profundeza do meu ser,
 A resposta de suas dúvidas o seu prover.
 Em meus olhos o seu prazer.

 HEIDY

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O PESO DO AMOR





 O PESO DO AMOR

O peso que carrego sob o ombro,
Que enverga o corpo como um galho pesado,
Carregado cheio de dúvidas desse enfado,
Amor transformado e amuado.
As lágrimas que regam os meus pés,
Transformam a terra em lama,
Colado o meu corpo reclama,
Por quietação meu coração clama.
E esse peso tão maçante,
Cansada a alma se sente,
De sentir a todo instante,
Que é  dedicar-se inutilmente.
Ah, eu sei que vive na esperança,
Que ainda brote em sua lembrança,
Algo que te de confiança,
Erguendo-me do chão com segurança.
Pois não consigo caminhar,
Meu corpo está a deslizar,
Sem forças para encontrar,
A sua mão estendida para me levantar.
Quem finge a quem?
A que sentimento que se tem,
Quando um é refém,
E outro com age com desdém.


Se pisas na lama sujando os pés,
É porque nunca reparas onde pisas,
Para não sujar mais os sentimentos,
Que fiquem os olhares mais atentos,
Das minhas lágrimas e meus lamentos,
E de meus reais sofrimentos.

HEIDY