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quarta-feira, 30 de junho de 2010



A ÓRFÃ  

Fingiste que não via as lágrimas,
Por isso nunca as enxugou,
Recuou-se ao abraço,
E a ele ignorou.
Não sentiu o calor do seu beijo,
Pois em seu rosto nunca a beijou.
O toque das suas mãos,
Nunca sentiu,
Pois nuca o acariciou.
Nem de mãos dadas,
Nem se quer caminhou.
Nas frases e palavras,
Não a confortou.
E cresce a criança perdida,
Moça,mulher desprovida,
De afeto pela vida.
Semeia esperança infundada,
Luta para que seja querida,
Mas já foi predestinada,
A curar sua própria ferida.
Mas seu coração aprendeu a amar,
Sem ao menos julgar,
Não se pode obrigar,
A vir a admirar.
A árvore seca que nasceu em seu pomar,
Mas que deu frutos saudáveis,
Que não soube apreciar,
Que ama que vibra,
E aos poucos aprenderá,
Que nunca se aproximará.
HEIDY

Um comentário:

  1. A árvore seca que nasceu em seu pomar,
    Mas que deu frutos saudáveis,
    Que não soube apreciar,
    Que ama que vibra,
    E aos poucos aprenderá,
    Que nunca se aproximará.

    Uma poetisa pronta para publicar seu livro com tão belo poemas retratando sentimentos imensos como poucos o fazem.
    Parabéns poetisa Heidy. Meu carinho.
    Goretti

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